A diferença entre os tipos de própolis está na planta de onde as abelhas coletam a resina. A própolis verde vem principalmente do alecrim-do-campo (Baccharis dracunculifolia), comum no Sudeste do Brasil. A vermelha vem de outras plantas, como a Dalbergia ecastaphyllum, em regiões de manguezal do Nordeste, como Alagoas. Como a planta muda, a composição química também muda.

A cor é o jeito mais simples de reconhecer a variedade, mas o que importa de fato é a origem botânica.

Por que existem tipos diferentes de própolis?

A própolis é feita de resinas que as abelhas coletam de brotos e cascas de plantas, misturadas a cera e enzimas. Não existe uma “receita” única: a composição depende da flora ao redor da colmeia, da abelha, da região e do clima. Por isso, duas amostras com o mesmo nome podem diferir bastante.

O que é a própolis verde?

É a variedade mais associada ao Brasil, com origem principal na Baccharis dracunculifolia. Dois compostos são usados em pesquisas como marcadores dela: a artepilina C e a baccharina. Em um estudo de 2025 na Scientific Reports, o extrato de própolis verde analisado continha 9,27% de artepilina C e 3,21% de baccharina. O mesmo estudo não encontrou CAPE, composto comum em própolis de outras origens.

O que é a própolis vermelha?

É encontrada principalmente em regiões de manguezal do Nordeste, como Alagoas, e tem como uma de suas fontes botânicas a Dalbergia ecastaphyllum. Tem composição química distinta da verde.

E a própolis marrom?

“Marrom” costuma ser usado para própolis de outras origens, que variam conforme a região e a vegetação. Por isso, o nome da cor sozinho diz pouco: o ideal é que a marca informe a origem.

Comparativo

 

Própolis verde

Própolis vermelha

Origem botânica principal

Baccharis dracunculifolia (alecrim-do-campo)

Dalbergia ecastaphyllum, entre outras fontes

Região típica

Sudeste do Brasil

Manguezais do Nordeste (ex.: Alagoas)

Marcadores usados em pesquisa

Artepilina C e baccharina

Composição própria, distinta da verde

Qual é melhor?

Não existe resposta honesta do tipo “a melhor”. As variedades têm composições diferentes, e a pesquisa científica tem estudado cada uma por seus próprios compostos. O que faz diferença prática na hora da compra é:

1.         A marca informar a origem da própolis.

2.         A concentração do extrato estar clara no rótulo.

3.         O produto ter controle de qualidade por lote (veja os parâmetros mínimos da legislação no nosso guia sobre extrato de própolis).

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre própolis verde e vermelha? A origem botânica e, com ela, a composição química. A verde vem principalmente do alecrim-do-campo; a vermelha, de plantas de manguezal do Nordeste.

Própolis verde é só brasileira? A variedade verde, ligada à Baccharis dracunculifolia, é muito associada ao Brasil.

A cor indica qualidade? Não. A cor indica a origem. A qualidade depende de concentração, extração e controle por lote.

Posso usar qualquer tipo de própolis? Pessoas alérgicas a produtos apícolas devem evitar todas as variedades. Gestantes, lactantes, crianças e quem usa medicamentos devem consultar um profissional de saúde.


Este material tem caráter meramente informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde. Em caso de dúvidas, consulte sempre seu médico ou nutricionista.

SOBRE A APISVIDA Marca brasileira de produtos à base de própolis e mel, certificada ISO 22000 [inserir escopo e ano da certificação]. Criadora do Nanoprópolis, tecnologia de própolis em escala nanométrica com [patente concedida / pedido de patente depositado] no INPI [nº], desenvolvida em cinco anos de pesquisas em parceria com a USP. Nossa dedicação é levar bem-estar e qualidade de vida aos nossos consumidores, a partir de ingredientes naturais e pesquisa científica.


Fontes

•           Scientific Reports, 2025. DOI: 10.1038/s41598-025-05683-w (artepilina C, baccharina, ausência de CAPE no extrato de própolis verde).